quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Vida Inteligente

"A confiança é a força poderosa na mente e no coração de quem desconhece a maldade. Confiar não é ignorar os obstáculos, é saber vencê-los. O cobiçoso desconfia até de si mesmo e perde as condições de amar a Deus e ao próximo. A ambição cega o ambicioso, de modo que ele não vê sua própria paz. Todavia, a amizade nos dá o ambiente para ver, morando também nos outros. A avareza alimenta o egoísmo, e esquece, ou faz esquecer, a necessidade alheia; não obstante, a fraternidade te mostra que tudo que existe no mundo é teu, e daqueles que moram contigo na Terra. A ganância faz entorpecer os teus sentidos mais nobres e desenvolver a revolta, quando vê o que os semelhantes têm a mais; nunca te deixa satisfazer-te com o que possuis. No entanto, a esperança elevada inspira as criaturas a repartirem o que têm, com os seus companheiros de viagem. A avidez luta para acumular, sem cogitar quais os meios; a fé espiritualizada distribui qualidades para que os ricos não se apeguem em demasia aos tesouros da Terra. O avarento não aceita explicações sobre os males que o dinheiro mal ganho lhe causa, e sem o proveito necessário. Contudo, a caridade abre as mãos para quem tem fome e sede, para os nus e estropiados; ainda mais, dá meios para que todos ganhem o seu próprio pão. A prosperidade depende de relevantes esforços no trabalho, seja ela física ou espiritual, e esses esforços, de certa forma, são confiar na fonte suprema da vida, consciente ou inconscientemente. Porque a vida tem regras para seu existir, e uma delas é mover-se. A alma que cria contendas, por onde passa, ainda não adquiriu confiança em Deus nem em si mesma; mora na dúvida, e respira em todos os tipos de incertezas, e eis aí um dos grandes martírios: Não confiar. Foge da arenga, se esse for o ambiente das tuas conversações, e procura inspirar os desejosos de hostilidade, em ideais elevados, de acordo com a tua capacidade de discernir as coisas. Não alimentar conflitos já é um princípio da mais alta benevolência. Abramos, pois, um crédito na vida universal, para que ele possa confiar na micro vida inteligente, em intenso processo de despertamento."